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Saiba tudo sobre paraibano preso em ação antiterror; Mãe fala sobre ele e vizinho faz revelações. VÍDEO!
'Ahmed' frequentou local, que tinha sala de oração, durante um ano. Suspeito foi preso em João Pessoa na última quinta-feira.
Redação São Bento - PB
Postada em 23/07/2016 ás 17h19 - atualizada em 23/07/2016 ás 17h32
Saiba tudo sobre paraibano preso em ação antiterror; Mãe fala sobre ele e vizinho faz revelações. VÍDEO!

Antônio Andrade dos Santos Júnior, foi preso em operação da Polícia Federal

Preso na Paraíba durante a operação antiterrorismo Hashtag, Antônio Andrade dos Santos Júnior, foi afastado de uma academia de boxe onde, além do esporte, praticava orações islâmicas em João Pessoa. Antônio foi preso na quinta-feira (21) em João Pessoa, como um dos dez suspeitos de participar de atos preparatórios de ação terrorista, durante a operação realizada pela Polícia Federal.



Segundo o ex-lutador e treinador de boxe Muhammad Al Mesquita, dono da academia em que há uma sala de oração islâmica, o afastamento aconteceu porque Antônio fazia interpretações erradas sobre o Alcorão, livro sagrado do Islamismo. “Nós, mulçumanos, devemos seguir exatamente o que diz o Alcorão, mas a forma como ele encarava, como queria viver, é completamente errônea. Ele fazia interpretações pessoais e isso não pode ser feito”, disse Al Mesquita. Segundo o treinador, há cerca de três anos o suspeito não visitou mais a academia.



Um dos trechos que Antônio interpretava de maneira incorreta, segundo o dono da academia, é o que trata sobre guerra pessoais. “O Alcorão diz: combateis de acordo com tua guerra, porém não cometeis agressão, pois Alá não ama os agressores. Ou seja, Deus não ama aqueles que agridem. Quando o Alcorão fala em guerra, ele fala na guerra pessoal, nos desafios diários de cada um. Por exemplo, minha guerra é acordar às 5h30 todos os dias e trabalhar até a noite”, disse.





Apesar disso, Al Mesquita afirmou que Antônio era uma pessoa de boa convivência. “Aqui na academia ele era uma pessoa excelente, maravilhosa, altamente amigo, comunicativo, sorridente”, afirmou.



Ahmed foi um dos presos na operação antiterror (Foto: Reprodução/ Facebook) repercussão internacional

Segundo otreinador, Antônio Andrade procurou o estabelecimento inicialmente para treinar o esporte. “Ele veio para cá fazer esporte. Aqui nós tratamos o esporte como a fé, aquele que nos procurar a gente apoia”, explicou o treinador.

O suspeito era batizado cristão e passou a conhecer o islã durante os treinos, se convertendo à religião no período em que praticava no local. Ele passou a adotar o nome de Ahmed Al-Falluji e, entre um treino e outro, também realizava orações na mussala, uma sala de orações que existe na academia.



O treinador explica que após cerca de um ano de treino e de religião, Ahmed passou a apresentar sinais de que interpretava o islamismo “da forma dele”. “E tem que ser da forma que está escrito e em cima de meditação. Você pode achar que é uma coisa, mas você precisa buscar alguém mais sábio”, explica Al Mesquita.



“Quando ele começou a interpretar desta forma, eu cheguei para ele e falei: ‘do jeito que você está entendendo o Alcorão, não é bom. Eu peço a você que se afaste do meio da gente’”, explica Al Mesquita.



A reportagem da TV Cabo Branco localizou o local onde o suspeito mora em João Pessoa e falou com a mãe dele, que preferiu não gravar entrevista. “Ele adotou uma religão islâmica, mas ele não tem nada a ver com essas coisas aí não, viu? Bom, trabalhador. Não tenho nada mais a informar, viu?”, disse.



De acordo com Victor Peixoto, representante da Centro Islâmico de João Pessoa, que era frequentado por Antônio Andrade, o suspeito de terrorismo não era um dos frequentadores mais assíduos da comunidade. “As poucas vezes que veio sempre apresentava algumas ideias destoantes do que é ensinado aqui e eu acho que é esse o motivo do afastamento dele. A gente não encontra nas mesquitas brasileiras ideias que compactuem com esse tipo de ideologia extremista. Somos pessoas de bem, somos pessoas que respeitam as leis brasileiras, somos brasileiros acima de tudo e não queremos esse tipo de coisa nas nossas mesquitas”, declarou Victor Peixoto.





Perfil na internet

Na internet, Antônio Andrade parecia manter dois perfis diferentes. De um lado, o Antônio Ahmed, que defendia o extremismo islâmico por meio de um canal no Youtube, um página no Facebook e também pelo site “Por que deixei o cristianismo”, no ar desde 2008. De outro, o Antônio Andrade Silva, pesquisador sobre marketing de guerrilha, tema do Trabalho de Conclusão de Curso em comunicação social por uma faculdade particular paraibana, em 2007. O Antônio Andrade também é fã dos Beatles e mantém um perfil no Soundcloud, um site de compartilhamento de áudios, onde cantava covers do grupo britânico.


FONTE: G1 PB
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